13 abril 2007

O COELHO TIROLAS

Aqui estão dois trabalhos dos alunos do 2º ano:

12 abril 2007

COELHO TIROLAS

Os alunos do 2º ano, da professora Inácia, estão a preparar a visita do coelhinho Tirolas à nossa escola... esta é a sua história:
Era uma vez um coelhinho que vivia com a mãe numa casa na quinta.
A mãe coelha todos os dias se preocupava em lhe fazer belos almoços e jantares com legumes da horta da quinta.
-Que belo almocinho eu preparei para o meu coelhinho!...
O coelhinho Tirolas todos os dias fazia uma birra à mesa dizendo que estava farto de comer aqueles legumes.
- Uhm!...legumes outra vez!... Não quero, não vou comer.
A mãe coelha já não sabia o que fazer pois era sempre a mesma coisa. Birras ao almoço, birras ao jantar.
- Tirolas, se queres ter força para correr e saltar pela quinta, tens de comer muitos legumes. Se não os comeres vais ficar doente e já não podes brincar.
- Já estou farto de legumes, quero outra coisa. Vou-me embora, não quero comer.
O coelhinho começou a chorar, levantou-se da mesa e resolveu ir até à floresta brincar. Encontrou um “amigo” que era nem mais nem menos, que o Lobo Lobão. Nem se apercebendo do perigo que corria, perguntou-lhe.
- Lobo, Lobão, queres ser meu amigão?
O lobo vendo que ele tinha olhos de quem esteve a chorar disse-lhe:
- Claro que quero. Mas estás tão triste? O que é que tens? Estiveste a chorar? Conta-me.
- Estou farto da comida que a minha mãe me faz. Sempre legumes. Legumes ao almoço, e mais legumes ao jantar.
- Ah! Ah! Ah! Isso não enche a barriga a ninguém. Faz mas é como eu que como carne, carne e mais carne, e vê lá se eu não sou bem forte.
O lobo começou logo a lamber-se pensando no belo petisco que ia ter…
- Anda comigo que te darei belas guloseimas para tu comeres. Passa mas é a pedir à tua mãe que te dê muita carne ao almoço e ao jantar.

O coelhinho nem sonhava que o que lobo queria era que ele ficasse gordinho para que o pudesse comer e ficar com a barriga bem cheia.
Brincou toda a tarde. Quando chegou a hora do jantar o coelhinho voltou a fazer birra:
- Que belas cenouras eu apanhei da minha horta para o coelhinho mais lindo do mundo!
- Não quero cenouras, só como se me deres carne.
- Mas onde é que já se viu um coelho comer carne? Mas se é carne que queres é carne que te vou dar.
-Hum! Hum! A partir de agora quero que me dês carne ao almoço e ao jantar.
A mãe coelha, como ele não fez birra, resolveu aceitar.
Todos os dias o coelhinho ia à floresta brincar com o lobo. Estava a ficar com a barriga gordinha de tal maneira que já nem conseguia brincar às escondidas. Sentava-se no tronco da árvore e era sentado que brincava. Nada de corridas, não andava de bicicleta e só saia de casa para brincar com o lobo, já nem sequer andava a pé pela quinta.
A mãe coelha começou a observar que o coelhinho em casa não brincava e só ficava sentado a ver televisão.

- Vai brincar Tirolas, não podes estar tanto tempo a ver televisão. Vai dar uma corrida pela quinta.
- Não me apetece, estou cansado!
Muito preocupada, a mãe resolveu levá-lo à Drª. Galinha Henriqueta para que o observasse.
- Hum! Mostra-me cá os teus dentes. Isto não são dentes de coelho que come legumes. Vamos ouvir o teu coração? Mas este coração está a bater demais!
Vem aqui para a balança. O ponteiro da balança já não está no sítio dos coelhos, está no sítio dos porquinhos. É urgente que tratemos de ti.
O que comes tu coelhinho?
- Só gosto de carne.
- Carne, desde quando é que um coelho come carne?
- Ah! Mas o meu amigo disse que para ficar forte tenho de comer carne.
- O coelhinho Tirolas fez birras, deixou de comer a comida dos coelhinhos (os legumes), e só quer comer carne. Deixou de brincar, passa o tempo sentado a ver televisão, e só sai um bocadinho com um amigo que eu não conheço.
- Quem é o teu amigo?
- É o lobo que vive na floresta e está à minha espera.
A Drª. Galinha Henriqueta ficou zangada e resolveu receitar ao coelhinho outros hábitos de vida.
- Vais começar a beber um xarope de legumes, só podes estar um bocadinho sentado a ver televisão e o resto do tempo tens de brincar na quinta. Não podes voltar a comer carne, porque isso não é comida de coelho.
A mãe e a doutora Galinha Henriqueta muito preocupadas, resolveram pregar um susto ao lobo que pensava ter chegado a horas de comer um belo coelhinho ao jantar, pois ele já estava bem gordinho.
Foram à floresta e esperaram o lobo no sítio que o coelhinho dissera (o tronco da árvore).
- Coelhinho Tirolas, já chegaste? Vamos brincar.
- Estamos aqui, amiguinho. Vem cá que te queremos ensinar como é feio enganar os mais pequenos.
Ao vê-las, o lobo apanhou um susto tão grande e fugiu a sete pés.
A partir de então, o coelhinho que já não se andava a sentir nada bem, resolveu voltar à vida de coelho e fazer aquilo que a mãe lhe dizia.
- Legumes ao almoço,
legumes ao jantar,
brincar muito na quinta,
correr e saltar.

Eu salto, eu salto, eu salto muito alto
Eu salto, eu salto, eu salto muito alto

Eu como cenourinhas
Sempre muito contente
P’ra não ficar doente
Eu faço exercício sempre

Eu faço, é fácil
Eu faço exercício sempre
Eu faço, é fácil
Eu faço exercício sempre

Assim passou a ser novamente um coelhinho alegre, saudável e muito, muito feliz.

09 abril 2007

O REI VAI NU

Vamos ao teatro?
Apresentam-se as marionetas para o que der e vier.... no domingo, dia 15 de Abril no Auditório Municipal Augusto Cabrita, pelas 16h.

07 abril 2007

FERNANDO PESSOA

Todas as horas são horas de ler poesia...



(ilust. Rogério Coelho)

Havia um menino,

que tinha um chapéu

para pôr na cabeça

por causa do sol.

Em vez de um gatinho
tinha um caracol.
Tinha o caracol
dentro de um chapéu;
fazia-lhe cócegas
no alto da cabeça.

Por isso ele andava
depressa, depressa
p’ra ver se chegava
a casa e tirava
o tal caracol
do chapéu, saindo
de lá e caindo
o tal caracol.

Mas era, afinal,
impossível tal,
nem fazia mal
nem vê-lo, nem tê-lo:
porque o caracol
era do cabelo.
Estes poemas são de Fernando Pessoa, um poeta que nasceu em Lisboa e logo aos 7 anos escreveu:
« À minha querida Mamã:
Eis-me aqui em Portugal
Nas terras onde nasci.
Por muito que goste delas
Ainda gosto mais de ti»

e gostava de brincar assim com as palavras:


Toda a gente que tem as mãos frias
Deve metê-las dentro das pias.

Pia número um
Para quem mexe as orelhas em jejum.
Pia número dois,
Para quem bebe bifes de bois.
Pia número três,
Para quem espirra só meia vez.
Pia número quatro,
Para quem manda as ventas ao teatro.
Pia número cinco,
Para quem come a chave do trinco.
Pia número seis,
Para quem se penteia com bolos-reis
Pia número sete,
Para quem canta até que o telhado se derrete.
Pia número oito,
Para quem parte nozes quando é afoito.
Pia número nove,
Para quem se parece com uma couve.
Pia número dez,
Para quem cola selos nas unhas dos pés.
E, como as mãos já não estão frias,
Tampa nas pias!

03 abril 2007

A BELA MANDARINA

Todos os dias são dias de ler uma história...
Era uma vez, na velha China dos mandarins,
um grande senhor rico e poderoso. Era o Mandarim!
Vivia no alto de uma montanha, no seu palácio de bambu
e desde ali via todas as suas terras.
O Mandarim era grande e gordo, como o seu coração:
nele cabiam todos os seres.
A sua esposa, a Mandarina, era muito diferente:
pequena e bonita, mas no coração dela só havia espaço para ela.
O Mandarim gostava muito da esposa dele
e não via como era pequeno o seu coração,
deslumbrado pela sua cara bonita.
Todas as tardes, passeavam pela horta que rodeava o palácio,
cheia de laranjeiras, e apanhavam as laranjas
mais bonitas para lanchar.
Uma manhã, estava a bela Mandarina

a passear sozinha por entre as árvores,
quando viu junto a um taipal,

um mendigo que estava a olhar para ela.
(Mas não era um mendigo: era um mago disfarçado)
Sem se aproximar muito, disse-lhe ela:
- Sai do meu jardim, ou chamo o Mandarim para te mandar embora!
- Bela Mandarina, tenho sede.
-Dá-me uma das tuas laranjas, por favor- suplicou o mendigo.
-Nem penses!
As minhas laranjas são muito bonitas e tu és só um velho
feio e sujo – respondeu a Mandarina.
O mendigo insistiu:
-Tu tens muitas e eu só te peço uma, mesmo que seja a mais pequena.
Mas a Mandarina recusou-se

e começou a chamar aos gritos o Mandarim.
Então, o mendigo transformou-se em mago e,
com a sua varinha mágica na mão, disse-lhe:
- Para aprenderes a ser generosa, vou-te transformar em árvore
e darás saborosos frutos a todos os que passarem pelo caminho.
O teu coração ficará maior e todos vão gostar de ti.
E transformou-a numa árvore pequena, cheia de pequenas laranjas.
Quando chegou o Mandarim não encontrava a sua esposa,

a bela Mandarina. E passou horas a procurá-la por entre as árvores.
Ao cair da tarde, cansado e triste, encontrou a nova árvore e pensou:
“O que faz esta arvorezinha entre as minhas laranjeiras?
E porque as suas laranjas são tão pequeninas?”
Apanhou uma fruta, provou-a

e o seu sabor doce lembrou-lhe a esposa dele.
Desde então, todas as tardes, passeava até à arvorezinha,

sempre carregada de frutas,
e lanchava uma delas, às quais chamou mandarinas,

em honra de sua esposa, a bela Mandarina.
E, mesmo que não acreditem, isto não é um conto da China!

texto: Laura Pons Vega
ilustrações: Elena Odriozola
edição: ItsImagical

02 abril 2007

CONCURSO "LINHAS E LETRAS"

Para comemorar o Dia Internacional do Livro Infantil o Instituto Português do Livro e das Bibliotecas lança um passatempo "LINHAS E LETRAS", em que poderão participar crianças dos 6 aos 12 anos.

O passatempo tem por base a elaboração de um trabalho escrito que pode ser: um pequeno conto, um poema ou uma banda desenhada, a partir destas ilustrações de João Vaz de Carvalho:

Se quiseres mais informação sobre este passatempo vai a:
www.iplb.pt

Os vencedores deste passatempo receberão livros e poderão passar uma tarde a desenhar e a pintar com o João Vaz de Carvalho. Mãos à obra!

DIA INTERNACIONAL DO LIVRO INFANTIL

No dia 2 de Abril de 1805 nasceu na Dinamarca o grande escritor Hans Christian Andersen, por isso nesta data comemora-se o Dia Internacional do Livro Infantil. São dele muitos contos que já conheces:
"O patinho feio"
"A pequena sereia"
"A princesa e a ervilha"
"O soldadinho de chumbo"
e muitos outros...
Todos os anos é divulgada uma mensagem dirigida às crianças de todo o mundo; este ano a mensagem é da escritora Margareth Mahy, da Nova Zelândia e começa assim:

"Nunca me hei-de esquecer de como aprendi a ler. Quando era menina, as palavras escapuliam-se diante dos meus olhos como pequenos escaravelhos negros cheios de pressa. Mas eu era mais inteligente do que elas. Aprendi a reconhecê-las apesar de tentarem escapar-me velozmente. Até que, por fim, consegui abrir os livros e entender o que lá estava escrito. Sozinha, tornei-me capaz de ler contos, histórias engraçadas e poemas.
No entanto tive surpresas. A leitura deu-me poder sobre os contos e de alguma forma também deu aos contos um certo poder sobre mim. Nunca lhes pude escapar. Isso faz parte do mistério da leitura..."

Nada melhor, para comemorar esta data, do que lermos um livro.
Boas leituras!

01 abril 2007

DIA DAS MENTIRAS

No dia das mentiras é bom ler a história do Pinóquio escrita em 1881 por Carlo Collodi.
Pinóquio é um boneco traquinas que se mete em muitas confusões e que, cada vez que prega uma mentira, o seu nariz cresce…

30 março 2007

BOA PÁSCOA

Uma boa Páscoa para todos os amigos/as.

A CORRIDA

Ei! Onde é que vão? Esperem por nós... (Adorei esta ilustração já antiga de João Vaz de Carvalho)

27 março 2007

DIPLOMA

Parabéns!
Os alunos e as alunas desta escola requisitaram 338 livros da biblioteca, durante o mês de Março.

DIA DO TEATRO

O DIA MUNDIAL DO TEATRO

Monta-se um palco de vozes,
de gestos e alegorias
onde actuam actores e mimos
com as suas fantasias
e onde o velho Gil Vicente
faz questão de estar presente
representando os seus autos
ali mesmo à nossa frente,
que o teatro é a magia
da palavra transformada
em sonho e em poesia
com a varinha encantada
de uma tragédia antiga
em que Romeu e Julieta
entoam uma cantiga
tão suave e tão secreta
que mais parece um madrigal
onde se canta o amor
em toada teatral,
nesse palco iluminado
de uma história intemporal.
José Jorge Letria
in “O Livro dos Dias”

25 março 2007

APETECE MESMO UM POEMA

Um coração
faz-se de amoras.


Uma mão
faz-se de galhos.


Uma flor
faz-se zumbindo.

Uma árvore
faz-se de ninhos.

Um cavalo
faz-se de vento.

Uma nuvem
faz-se de linho.

Um rio
faz-se de silêncio.

Uma casa
faz-se por dentro.

João Pedro Messeder

LENDA DA EUROPA


O nome da Europa
uma lenda grega
Europa era uma linda princesa fenícia que vivia com os pais num magnífico palácio e gostava de dar longos passeios com as amigas nos prados e nos bosques. Certo dia quando apanhava flores junto da foz de um rio foi vista pelo pai dos deuses que se chamava Zeus que ficou fascinado com tanta formosura e decidiu raptá-la. Para agir mais à vontade quis disfarçar-se e tomou a forma de um touro. Um belo touro castanho com um círculo prateado a enfeitar a testa. Desceu então ao prado e deitou-se aos pés da Europa. Ela ficou encantada por ver ali um animal tão manso, de pelo sedoso e olhar meigo. Primeiro afagou-o, depois sentou-se-lhe no dorso e... o touro disparou de imediato a voar por cima do oceano em busca de uma ilha sossegada para viver o seu romance de amor. Assim deixaram a Ásia e passaram ao continente vizinho que naquela altura ainda não tinha nome. Veio a ser Europa, por causa da princesa.


in A Europa dá as Mãos, Ana Maria Magalhães

50 ANOS DA UNIÃO EUROPEIA


Parabéns! Faz hoje 50 anos que nasceu a União Europeia, que é constituída neste momento por 27 estados membros, entre os quais Portugal.
Se quiseres saber mais vai a:

www.aprendereuropa.pt

23 março 2007

DIA DA ÁRVORE

No Parque da Cidade encontra-se a árvore "apadrinhada" pela nossa escola: uma olaia.
As olaias são árvores ou arbustos de folha caduca da família das Leguminosas, de copa redonda ou irregular que crescem até 10 metros, aproximadamente. É também conhecida por árvore-da-judeia. Tem folhas simples com 7 – 12 cm e flores em forma de cacho de uvas, brancas ou cor de rosa, que aparecem normalmente antes das folhas.

Depois de plantarmos a árvore, vimos uma peça de teatro sobre o tema Ambiente pela companhia Artelier.













FESTA DA POESIA

Depois de escolherem os poemas as turmas do 4º ano começaram os preparativos para a Festa da Poesia...
Bom dia, bom dia
Chegou a Poesia!
que rima com fantasia...
e com melodia...
e com alegria...























No final de cada apresentação foram oferecidos poemas aos professores e aos alunos...

22 março 2007

A BONECA PALMIRA

No dia 31 de Março, pelas 17 horas, haverá o lançamento do livro: "A boneca Palmira" de Matilde Rosa Araújo, com ilustrações de Gémeo Luís. Será no Auditório Municipal Augusto Cabrita, no Parque da Cidade do Barreiro.

Na mesma altura será inaugurada a exposição de 20 ilustrações originais de Gémeo Luís.

Vamos ver? A entrada é livre.
Se quiseres conhecer os trabalhos deste ilustrador vai a:
Na nossa biblioteca podes encontrar estes livros da Matilde Rosa Araújo:
- O sol e o menino dos pés frios -
- O reino das sete pontas -
- História de um rapaz -
- Rosalinda foi à feira -
- A escola do rio verde -
- A guitarra da boneca -
- As botas do meu pai -
- O Palhaço Verde -
- O chão e a estrela -
- As fadas verdes -
- Problemas -

21 março 2007

VIVA A POESIA






Afinal já sabemos o que aconteceu aos livros de poesia da nossa biblioteca: sairam da estante para serem escolhidos pelos alunos e alunas do 4º ano.
Foram estes os poemas escolhidos:

O SULTÃO SOLIMÃO
E O CRIADO MALDONADO
O sultão Solimão
tinha um palácio dourado
com cem salas de festins,
mil quartos para convidados:
por isso usava patins
para chegar a tantos lados.

O criado Maldonado
tinha o céu como telhado.
Só quando a chuva caía
dormia pelos currais.
Com os pés bem calejados
de andar a fazer recados
nunca calçara sapatos
ou outras coisas que tais.

O sultão Solimão
para passear no jardim
montava num elefante
com um selim
de cetim.

O criado Maldonado
é que cavava o jardim
e subia às bananeiras
e podava as laranjeiras
e colhia amendoim.

O sultão Solimão
só bebia vinho fino,
às vezes bebia tanto
que andava a fazer o pino.
texto de Luísa Ducla Soares e ilustrações de Cristina Malaquias


OS LIVROS
Apetece chamar-lhes irmãos,
tê-los ao colo,
afagá-los com as mãos,
abri-los de par em par,
ver o Pinóquio a rir
e o D. Quixote a sonhar,
e a Alice do outro lado
do espelho a inventar
um mundo de assombros
que dá gosto visitar.
Apetece chamar-lhes irmãos,
e deixar brilhar os olhos
nas páginas das suas mãos.

"PELA CASA FORA" texto de José J. Letria
ilustrações de João Vaz de Carvalho



Os livros gostam de fadas,
de bruxas e de duendes
e de outras personagens
que, afinal, só tu entendes
como se, sendo leitor,
estendesses o tapete voador
que transporta o que aprendes,
entre fadas e duendes,
para um lugar com mais cor.


"LER DOCE LER" de José Jorge Letria
ilustrações de Rui Castro


VIVA A PRIMAVERA

O dia 21 de Março é um dia especial, vejam, é o Dia Mundial da Poesia, o Dia da Árvore e chega a Primavera!

O que vamos escolher? O P da poesia ou o P da Primavera?
Vamos ficar com os dois?
Para festejar a chegada da Primavera aqui está um conto de Papiniano Carlos:

CHEGOU A PRIMAVERA

Naquele dia o sol acordou bem-disposto. Rubro, assomou ao cerro, acordou a aldeia.
- Eh gente, bom-dia!
Trazia um largo sorriso e vinha afogueado da correria pelos céus.
E corria agora pelos caminhos, batia com punhados de luz nas janelas, saltava à copa das árvores e, com largas pinceladas de verde e amarelo, de rosa e vermelho, transformava as gotas de orvalho em rubis, esmeraldas e diamantes.


E a correr, correr, beijava brejeiro flores, borboletas, abelhas. E entrou no quarto do Zé, que dormia ainda, e polvilhou-o com poalha de ouro.
- Eh menino, são horas de ir para a escola!
Corado como um pimentão o sol corria feito doido por toda a parte. E, a saudá-lo, os passarinhos chilreavam alegremente, toda a bicharada o saudava, saudavam-no os campónios que partiam para os campos.
- Olá, amigo sol.

Quando o Zé chegou à escola, já o sol brincava e chispava nas vidraças.
Então aconteceu.
Um pardalito entrou na escola, deu três voltas à sala e, pipilando alegremente, foi pousar mesmo na cabeça da senhora professora.
E foi uma algazarra!
Eh pardalito!
Mas não foi mais que pousar e levantar. O passarinho, rasando a cabeça dos alunos, deu uma volta à sala e escapuliu-se porta fora.

A senhora professora resolveu então começar a aula.
- Ó Zé, sabes que dia é hoje?
Apanhado de surpresa, o Zé meteu os pés pelas mãos:
- Bem… hoje… hoje… hoje…
Mas logo a turma inteira em coro respondeu:
- Chegou a Primavera!.

Ilustrações de Simona Traina - Editora Campo das Letras